Esta é uma questão que muitos produtores estão se perguntando, sem resposta. Há décadas eles esperam por uma solução que não vem. E os conflitos continuam fazendo vítimas, tanto de um lado quanto de outro da situação, que poderia ser resolvido pacificamente.
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| Ruben Figueró em discurso no Plenário |
Rubem Figueiró, em discurso recente no Plenário do Senado voltou a reclamar da leniência e do descaso do Governo Federal em relação tema. O Senador relembrou que em 2013, após conflitos na fazenda Buriti, no município de Sidrolândia, o ministro da Justiça prometeu solução em até 45 dias. Porém, o processo de indenização dos produtores se arrasta até hoje. "Reuniões inúmeras se realizaram entre os interessados indígenas e os produtores rurais. Promessas de indenização e compra de terras foram protagonizadas, mas as coisas continuam na estaca zero", critica Figueiró.
E não é só no Mato Grosso do Sul, o Brasil inteiro sofre com a lentidão que se arrasta nesta questão. Para a presidente da Confederação Nacional de Agricultura, senadora Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins, a demarcação de terras indígenas aumentou 588% no País desde a Constituição de 1988 e estão entrando nas áreas produtivas. "Estão expropriando terra na marra, obrigando e fazendo com que até terras que não são dos índios se transformem em terras indígenas, deixando os produtores com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhuma terra, nenhuma indenização, porque a lei não permite, e trazendo toda uma diminuição da produção brasileira. Quanto menos produção de alimento, mais caro o alimento fica."
Com informações da assessoria de imprensa do Senador Ruben Figueiro e foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

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