terça-feira, 29 de setembro de 2015

Até quando os produtores rurais de Mato Grosso do Sul terão de esperar pelas providências do governo federal?

Esta é uma questão que muitos produtores estão se perguntando, sem resposta. Há décadas eles esperam por uma solução que não vem. E os conflitos continuam fazendo vítimas, tanto de um lado quanto de outro da situação, que poderia ser resolvido pacificamente.

Ruben Figueró em discurso no Plenário
Rubem Figueiró, em discurso recente no Plenário do Senado voltou a reclamar da leniência e do descaso do Governo Federal em relação tema. O Senador relembrou que em 2013, após conflitos na fazenda Buriti, no município de Sidrolândia, o ministro da Justiça prometeu solução em até 45 dias. Porém, o processo de indenização dos produtores se arrasta até hoje. "Reuniões inúmeras se realizaram entre os interessados indígenas e os produtores rurais. Promessas de indenização e compra de terras foram protagonizadas, mas as coisas continuam na estaca zero", critica Figueiró.

E não é só no Mato Grosso do Sul, o Brasil inteiro sofre com a lentidão que se arrasta nesta questão. Para a presidente da Confederação Nacional de Agricultura, senadora Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins, a demarcação de terras indígenas aumentou 588% no País desde a Constituição de 1988 e estão entrando nas áreas produtivas. "Estão expropriando terra na marra, obrigando e fazendo com que até terras que não são dos índios se transformem em terras indígenas, deixando os produtores com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhuma terra, nenhuma indenização, porque a lei não permite, e trazendo toda uma diminuição da produção brasileira. Quanto menos produção de alimento, mais caro o alimento fica."



Com informações da assessoria de imprensa do Senador Ruben Figueiro e foto de Waldemir Barreto/Agência Senado 

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